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A presença de aeronaves chinesas sobre Taiwan foi considerada pela presidente Tsai Ing-wen, neste domingo, 20, como “uma ameaça para toda a região” e “uma demonstração da verdadeira natureza do governo chinês”.

Nos últimos dois dias, aeronaves chinesas cruzaram a linha média do Estreito de Taiwan, sendo interceptadas por jatos taiwaneses. Os testes foram realizados enquanto o subsecretário de Assuntos Econômicos dos EUA, Keith Krach, estava em Taipei. 

Em entrevista coletiva em Pequim na última sexta-feira, 18, a China anunciou o que classificou como “exercício de combate” perto do Estreito de Taiwan, em represália a um suposto “conluio entre a ilha e os Estados Unidos”. A China reivindica Taiwan como parte de seu território.

No sábado, 19, a Força Aérea da China divulgou vídeo mostrando a capacidade nuclear do jatos do bombardeiro H-6, modelo de aeronave que sobrevoou Taiwan. Um dos trechos mostra a simulação de um ataque contra uma base aérea similar à americana localizada em Guam. 

Questionada sobre as imagens e sobre a decisão da China de divulgá-la enquanto Krach estava em Taiwan, a presidente Tsai disse que as atividades recentes da China são uma ameaça não só para Taiwan. “A existência da China é realmente agressiva e trará consequências definitivas”, disse. 

Separação

Taiwan e a China continental são governadas separadamente desde 1949, quando acabou a guerra civil chinesa e os comunistas chegaram ao poder em Pequim. As autoridades chinesas veem a ilha como uma de suas províncias, enquanto Taiwan se considera um Estado soberano, com moeda própria e sistemas político e judiciário, mas nunca declarou independência formalmente.

Apesar da melhora das relações entre a ilha e o continente nos últimos 40 anos, Pequim continuou ameaçando recorrer à força para restabelecer sua soberania, caso Taiwan a proclame formalmente ou em eventual intervenção externa. “A independência de Taiwan levará apenas a um beco sem saída”, advertiu Xi. “A China deve ser reunificada e será”, frisou.

O líder chinês intensificou a pressão sobre a ilha democrática desde que Tsai Ing-wen, do pró-independência Partido Progressista Democrático (PDP), se tornou a presidente de Taiwan em 2016. Ela não só rejeitou a colocação de Xi, mas ainda exortou Pequim a adotar o regime democrático. (Estadão)


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