O poeta Thiago de Mello toma banho no rio Andirá, em 2015 - Rodrigo Sombra/Divulgação
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A Folha de São Paulo destacou nesta sexta-feira, 14, o valor do poeta amazonense, Thiago de Melo, consagrado internacionalmente, que morreu no dia de hoje aos 95 anos de idade por causa ainda não revelada.

Entre os destaques da vasta obra do filho de Barreirinha, a Folha citou “Estatutos do Homem”, escrito logo após a instauração do regime militar em 1964, que correu o mundo em várias traduções.

“Fica decretado que agora vale a verdade/// agora vale a vida/// e de mãos dadas/// marcharemos todos pela vida verdadeira”, escreveu o poeta no livro “Faz Escuro, Mas Eu Canto: Porque a Manhã Vai Chegar”, publicado no ano seguinte, que teve sua frase-título lembrada como epígrafe na última Bienal de São Paulo.

A Folha destaca, ainda, as poesias “Mormaço na Floresta”, “Vento Geral” e “Poesia Comprometida com a Minha e a Tua Vida”, além dos livros escrito emprosa como “Amazonas, Pátria da Água” e “Amazônia – A Menina dos Olhos do Mundo”, da década de 1990.

“Thiago era a própria expressão da Amazônia”, afirma Isaac Maciel, editor da editora Valer. “Além de a obra dele ser densa e de muito valor, ele tinha essa característica de levar a mensagem da floresta aonde quer que ele fosse.”

https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/01/morre-thiago-de-mello-poeta-que-lutou-pela-amazonia-aos-95-anos.shtml


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