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O mundo atual passa por uma crise de liderança. Falta líder em todas as áreas da atuação humana. Quem são, na atualidade, os grandes líderes mundiais? Além do Papa Francisco e Dalai Lama, quem mais você lembra?

No campo da política, podemos destacar Ângela Dorothea Merkel, chanceler da Alemanha, Marcelo Rebelo de Sousa, presidente de Portugal e Joe Biden, presidente dos Estados Unidos. Além desses, quem mais podemos destacar?

Por que vivemos essa escassez de liderança? Quais são as qualidades que uma pessoa precisa ter para ser um bom líder? Será que essa falta de liderança mundial está ligada à noção de valores? Quais são os valores que um líder precisa apresentar?

Um grande líder deve expressar, em todos os seus atos, a humanidade. Ou seja, ele nunca deve esquecer que lida com pessoas, e não com objetos, coisas, animais. É preciso humanidade para ser um bom líder.

Dessa forma, o bom líder é aquele une pessoas, inspira, lidera, motiva, sabe ouvir, dar exemplo, sabe delegar, tem paixão pelo que faz, sabe trabalhar em equipe, é transparente, influência comportamentos e atrai bons resultados.

Segundo à literatura vigente, existem três estilos de liderança, cada um baseado nas características pessoais e comportamentais do líder. Assim, a liderança pode ser autocrática, democrática ou liberal.

Embora alguns prefiram este ou aquele tipo de liderança, o importante é ser ético. Ou seja, o campo ético é decisivo para que o líder seja reconhecido, acolhimento e aceito pelo liderado.

Dessa forma, a ética é o tema centrar da liderança. Ninguém pode ser verdadeiramente líder se lhe faltar a ética. A ética é o cimento na construção da liderança, sem ela o líder se perde e tudo se desmorona.

Por isso, quem deseja ser líder não pode esquecer de ser ético. Na formação do líder, a ética é importante porque eleva à confiança entre todos. Mas onde a gente aprende a ser ético? Onde a gente aprende a ser líder?  

Os grupos sociais possuem papel de destaque na formação de um bom líder. Valores ensinados pela família são lembrados pelo resto de nossas vidas. As igrejas também contribuem grandemente na formação dos líderes, mas o objetivo delas é formar líderes espirituais, que tem como missão defender os dogmas, as ideologias, as doutrinas de suas religiões.

Onde encontramos, então, um espaço que forme todos os outros tipos de liderança? Por ser laica, a escola é o ambiente propício para o nascimento de boas lideranças. Portanto, a ideia de que à escola é o nascedouro de boas lideranças, é bastante difundida na pedagogia.

Segundo Paulo Freire: “Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão”. O Patrono da Educação brasileira sempre defendia uma educação democrática. Ou seja, para ele a escola deve ser democrática, o berçário do protagonismo estudantil, o local de nascimento de boas lideranças.

É tradição nas escolas brasileiras, todo início de ano, fazer uma eleição para escolher o representante de turma. Num primeiro momento, isso parece um gesto inocente, mas não. Como professor sempre incentivei os meus alunos a participarem desse momento. Penso que aí começa o protagonismo estudantil. Quando um estudante decide candidatar-se à representante de turma ele começa a sentir o gosto, o peso e a responsabilidade pela liderança. Ou seja, talvez esteja nascendo aí um futuro líder.

Conheço uma pessoa que começou como representante de turma, entrou no movimento estudantil, foi eleito vereador, deputado estadual, prefeito, governador, deputado federal, senador. Fez carreira na política, mas sempre repetia: “Foi na escola que eu aprendi tudo o que eu sei sobre liderança”.  

Há pessoas que são estimuladas a ser líder e há outras que assumem naturalmente esse papel. A liderança natural é aquela que contagia, atrai e valoriza as pessoas que tiveram menos ou nenhuma oportunidade na vida.

Por fim, que as nossas escolas sejam mais democráticas, incentivem e apõem o protagonismo estudantil. E que os nossos jovens aprendam que “Ser líder é servir e não ser servido”, como disse o Papa Francisco.


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