Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

O filósofo grego Aristóteles dizia que “todos os homens têm, por natureza, o desejo de conhecer”. Isso mesmo, o “desejo de conhecer”. Para ele, o conhecimento estava no campo dos desejos e não no campo das habilidades intelectuais.

Por muito tempo os professores, apoiados na Pedagogia Tradicional, ensinavam que os estudantes que gostavam de Matemática ou que tinham “facilidade com raciocínio lógico”, eram inteligentes, enquanto àqueles que gostavam de disciplinas como História, Língua Portuguesa ou Geografia, por exemplo, possuíam “baixa capacidade intelectual”.

Aqui no Brasil, na década de 70 do século passado, tornou-se moda entre os estudantes daquela época dizer que gostava de Matemática simplesmente para passar de intelectual diante da turma.

Mas de intelectual esse pessoal não tinha nada. Na verdade, eles estavam apenas reproduzindo um pensando da época. Um pensamento que atendia a demanda do mercado por profissional técnico.

Era isso que acontecia nas décadas de 70 e 80 no Brasil. A ideologia dominante da época era que o país precisava de profissionais capazes de executar tarefas e não de pensadores.

De toda sorte, é preciso respeitar as individualidades de cada um, o modo, a forma e o tempo como cada estudante aprende. Não pode haver apenas uma forma de aprendizagem, e nesse aspecto a Pedagogia evoluiu bastante.

Atualmente à Pedagogia crítica quando volta seus estudos para o campo da aprendizagem chega a mesma conclusão que o filósofo grego Aristóteles: “Todos os homens têm, por natureza, o desejo de conhecer”.

Também Sigmund Freud, o Pai da Psicanálise, parece concordar com essa tese, afirmando que: “O que uma pessoa se torna, na realidade, vem do mais profundo do seu desejo, seja para o bem ou para o mal”.

Portanto, quando uma pessoa quer aprender a tocar um instrumento musical, por exemplo, ou falar uma nova língua, resolver uma equação matemática, etc., basta ela se dedicar que certamente conseguirá alcançar aquilo que deseja.

Naturalmente se o estudante possui alguma afinidade com o instrumento musical, por exemplo, ou com o assunto que pretende estudar, isso ajuda bastante na aprendizagem, mas não é suficiente. A vontade, o esforço, a dedicação, o empenho, o compromisso, é que são determinantes na aquisição de novos conhecimentos.

A solidariedade, o amor, o respeito, a humildade, a vontade de aprender, são valores que devem ser ensinados na escola. Ou seja, a escola é o ambiente ideal para que as crianças e os adolescentes aprendam que eles podem ser o que eles quiserem ser.  

Portanto, saber mais ou saber menos, depende do interesse do estudante e não se ele é inteligente ou não. A inteligência de uma pessoa não se mede porque ele gosta de Matemática e não de História, porque ele gosta de Álgebra e não de Geografia. Esse discurso é um discurso ultrapassado e quem segue esse tipo de raciocínio não merece crédito.

O correto é ensinar para o estudante que ele é capaz de aprender qualquer ciência, basta ele querer, se dedicar. Por isso, também concordamos com Aristóteles: “Todos os homens têm, por natureza, o desejo de conhecer”.

Desde à antiguidade, a Filosofia ensina que o conhecimento nunca foi e nunca será para alguns, o conhecimento é para todos. Para aprender basta querer, se dedicar. Que todos os estudantes tenham acesso à educação de qualidade e que desenvolvam suas paixões.

Por fim, diante de todo o avanço do conhecimento, tanto no campo da Pedagogia como da Psicologia, que os estudantes do Brasil e do Mundo, possam aprender a lição mais importante de suas vidas: todo mundo pode ser aquilo que deseja ser. Seja você mesmo, siga os seus sonhos, faça aquilo que você deseja e seja feliz!

Luís Lemos

Filósofo, professor universitário e escritor, autor do livro: “Jesus e Ajuricaba na Terra das Amazonas”.
Instagram: @professorluislemos
Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC94twozt0uRyw9o63PUpJHg


Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •